08/09/2019 às 01h18min - Atualizada em 08/09/2019 às 01h18min

Criação de universidade estadual divide opiniões de deputados

Janete de Sá e Sergio Majeski apresentaram argumentos contrastantes sobre intenção do governo

Por Aldo Aldesco - Ales
Deputada Janete de Sá, disse que havia apresentado proposta nesse sentido / Foto: Lissa De Paula

Durante a parte dedicada ao grande expediente da sessão ordinária desta terça-feira (3), a deputada Janete de Sá (PMN) comentou a decisão do governo do Estado em destinar R$ 17 milhões para a criação da Universidade Estadual do Espírito Santo.

O governo incluiu recursos para esse fim no plano plurianual (PPA 2020-2023). Segundo o PPA, deverão ser integrados à nova instituição cursos já existentes, como a Faculdade de Música do Espírito Santo (Fames). O PPA tramita na Casa desde o dia 30 de agosto. Faz parte do projeto também incluir cursos de educação a distância.

A deputada destacou a importância da medida. Para Janete, que já havia apresentado proposta de emenda constitucional para a criação de uma universidade estadual e uma indicação para um instituto dedicado à educação a distância, o governo “foi ousado e devemos aplaudi-lo e envidar esforços no sentido da concretização de tal projeto que engrandecer nossa juventude”.

O deputado Sergio Majeski (PSB) contestou a proposta do governo alegando que a ideia de uma universidade estadual nunca o empolgou. Ele considerou que é mais importante cobrar recursos do governo federal para os Institutos Federais (Ifes) e para a educação básica e fundamental. “A função do Estado é investir recursos no ensino básico e fundamental, ajudar os municípios a cumprirem essas obrigações constitucionais”, defendeu.

Outro aspecto ressaltado por Majeski é o cumprimento das metas dos planos estadual e nacional da educação. Destacou a importância do Plano Nacional de Educação (PNE) por ter sido elaborado pelos educadores e praticamente aprovado sem modificações no Congresso Nacional. “Apesar de ter força de lei, ele prevê que não serão cumpridas tais metas”, lamentou o deputado.

Também abordando a questão da educação, a deputada Iriny Lopes (PT) comentou os cortes de recursos para o ensino que vem sendo realizado pelo governo federal. Ela mencionou os recentes cortes de bolsas do CNPq (84 mil bolsas suprimidas) e da Capes (mais de 11 mil), destinadas às universidades e a institutos federais.

Iriny destacou que o Espírito Santo sofreu cortes de 697 bolsas, a maioria delas para a iniciação científica. A deputada expressou sua indignação afirmando que o governo “dá as costas para o Brasil com esses cortes criminosos, coloniais e que prejudica o povo brasileiro”.

Demais assuntos

Capitão Assumção (PSL) elogiou a organização dos sindicatos que representam os funcionários públicos por terem organizado manifestação “pacífica e ordeira”, pleiteando reajuste salarial e data-base para a categoria. O deputado entende que o governo tem dinheiro em caixa para atender as reivindições dos servidores e anunciou que o movimento deve se reunir novamente no próximo dia 11 de setembro.

Já Emílio Mameri (PSDB) expressou sua indignação com alianças de alguns políticos e empresários que, segundo ele, pretendem acabar com a Operação Lava Jato. Ele afirmou que tem a sensação que operação está perdendo forças, pois pessoas da extrema-esquerda e da extrema-direita estão se unindo contra a Lava Jato. “Posso dizer que nunca imaginei que pudéssemos ter uma operação como essa que conseguisse colocar pessoas poderosas na cadeia. Nesse momento há uma série de pessoas condenadas cumprindo pena”.

 

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